Quão escura foi a Idade das Trevas?

Não é raro encontrarmos pessoas repetindo o que lhes foi contado em aulas e história nos ensinos fundamental e médio, sem antes averiguar em outras fontes se tais afirmações são mesmo verdadeiras. A Idade Média é talvez o caso mais comum disto.

Quantas pessoas você já não viu usando a expressão “Idade das Trevas” para designar o período entre a queda do Império Romano e a Renascença?

Mas quantas vezes você se questionou se a Idade Média foi mesmo um período de superstição, tristeza, ausência de cores, medo e ignorância? Será que podemos acreditar em absolutamente tudo que nos é ensinado nas escolas, ainda mais sabendo do viés que há, principalmente no sistema de ensino brasileiro?

O vídeo a seguir é um convite a conhecer melhor a Idade Média, tomando conhecimento de fatos muitas vezes, propositadamente ou não, ocultados de nós.

ps.: Agradecimento ao meu amigo Demetrius, pela a ajuda com as legendas.
ps.: O autor deste blog não endossa todo o conteúdo produzido e/ou publicado pela Prager University. A relevância e conteúdo deste vídeo é que fizeram valer sua legendagem e publicação aqui.

Palestra – Foro de São Paulo

Exímia conhecedora da história recente da América Latina e respeitada intelectual, Graça Salgueiro domina o tema como ninguém no Brasil, e proferiu a seguinte palestra que é, sem dúvida um must-watch a todos os brasileiros e latino-americanos, em geral.

Vale a pena ver esta aula! É impossível entender o que está acontecendo em nosso continente e as políticas interna e externa de nosso país e seus vizinhos sem saber o que é esta organização que está associada às FARC e ao MIR chileno e que busca recuperar o que foi perdido com o fim da União Soviética. Daí, a relação estreita de muitos países da América Latina com Cuba e a expansão do bolivarianismo em nosso continente.

Entenda o que é a depressão

O vídeo abaixo feito pela OMS explica de uma forma bem simples, para quem nunca teve depressão, o que é a mesma e o que passam pessoas depressivas.

Os que sofrem com esta doença deve também assisti-lo, pois o curta fala como é possível superar tal mal. Quem possui transtorno obsessivo-compulsivo, TOC, também poderá beneficiar-se das informações deste vídeo, no que diz respeito a poder melhorar de situação, controlar a doença.

Assista e divulgue! Você pode estar salvando vidas assim.

Vi no Catholicus.

Dez conselhos para quem quer lutar pelos seus direitos na Universidade

O professor Ricardo da Costa deu no seguinte texto uma série de dicas para quem deseja fazer um trabalho em um tema e, por algum motivo, professores universitários, coordenações de curso ou universidades rejeitam ou colocam entraves e mais entraves.

O texto foca na questão de trabalhos de História relacionados à Idade Média, sua área de domínio. Porém, a qualquer um são úteis as informações a seguir. E nunca opte pela décima opção!

Como se não bastasse a propaganda mentirosa que professores ensinam sobre a Idade Média, há mais isso: eu recebo, há tempos, e de várias partes, mensagens de alunos queixosos que desejam estudar o período medieval em seus trabalhos finais de graduação e são constrangidos por professores com discursos do tipo “É um trabalho difícil”, “Não há fontes disponíveis”, “Não há ninguém que possa te orientar nesse assunto”. Bem, eu sugiro aos interessados (QUE DESEJAM LUTAR PELOS SEUS DIREITOS) que:

(1) Tão logo ingressem em seu curso de graduação, peçam o seu Regimento Interno (que tem os direitos e deveres de alunos e professores). Leiam-no CUIDADOSAMENTE. Verão que, ao ingressar em sua universidade, os alunos têm direitos (e deveres, certamente). Um deles é a obrigação de a Instituição dar um orientador para o que você escolheu pesquisar;

(2) Ao solicitarem QUALQUER COISA à sua instituição, façam POR ESCRITO, com duas vias – uma para o órgão competente, outra para você (que deve ser assinada, carimbada e datada pelo funcionário que receber seu pedido);

(3) Há prazos institucionais para você receber sua resposta POR ESCRITO – e ela deve ter uma justificativa com base na Lei;

(4) Caso seu pedido seja negado, e com uma justificativa estapafúrdia – a parte interessada pode recorrer. ATÉ A REITORIA (e, caso seja uma federal, até o Supremo);

(5) Se a direção de seu curso disser que não há professores capazes de orientá-lo, diga ao chefe: “Não é culpa minha. É obrigação da Instituição prover meu desejo, de acordo com o item “x” da Resolução…;

(6) As universidades costumam estabelecer relações interinstitucionais entre elas. Para isso, basta o chefe de seu curso entrar formalmente em contato com o chefe da outra universidade (que tem um especialista em medieval) e solicitar a orientação. Com a Internet, tudo ficou mais fácil – pode haver (e há) orientação à distância;

(7) Por falar em Internet, quando alguma anta com título de doutor te disser que não há fontes disponíveis, mostre ao paquiderme as centenas de obras medievais traduzidas e publicadas NO BRASIL, ou os sites que disponibilizam os textos – só no meu site eu ofereço um monte (Veja em http://www.ricardocosta.com/textos);

(8) Acima de tudo, ESTUDE. Por conta própria. Não espere nada da universidade. NÃO ESPERE NADA DE NINGUÉM. NADA! Por exemplo, um bom começo: ESTUDE sua língua materna. Prepare-se. O início passa OBRIGATORIAMENTE pelo estudo da língua pátria. Não dá para lutar por direitos sendo uma pessoa semi-alfabetizada;

(9) Prepare-se para a luta. Tenha uma postura republicana, cívica;

(10) ALTERNATIVA: pare de reclamar e faça o que mandarem.

Abraço!

Latim e Matemática? Para quê?

“Antes de mais nada é preciso aprender a pensar; e para pensar certo, eu creio no poder das humanidades: latim e grego”.
(Gal. Eisenhower, presidente dos Estados Unidos)

Filologia... - CópiaSou estudante de latim há anos. Quando comecei a aprender a língua de Cícero não fazia idéia de quantas vantagens ser-me-iam dadas por bônus ao conhecer o idioma que é pai da nossa língua.

Creio ser desnecessário citar a cultura que se adquire ao estudá-lo, afinal, si hoc legere scis, nimium eruditionis habes. Era assim antes e o é ainda hoje em dia.

As vantagens de se estudar a língua do Lácio vêm pela estrutura do idioma, diferente da que estamos acostumados; pela disciplina que exige do aluno e que o ajuda a ser mais concentrado e organizado; pelo raciocínio necessário para bem entender uma mensagem latina e mesmo para utilizar um dicionário ou uma gramática latinas. E as benesses vão além de tudo isto.

Que o estudo do latim auxilia no entendimento das línguas românicas, como o francês, o italiano, o espanhol e o nosso português, isto ninguém nega. Ganha-se ainda, ao estudar o latim, uma ajuda no estudo de outras línguas ainda que não sejam derivadas do latim, como o grego e o alemão. O que muitos, porém, não sabem, e que chamou a minha atenção, é o fato de o latim ajudar a “pensar fora caixa”, o que auxilia no desenvolvimento do raciocínio lógico, útil para a Matemática e áreas afins.

Sim, a matemática! A frase do matemático italiano G. Albanese pode soar estranha para quem nunca ouviu falar do potencial do Latim. Ei-la a seguir:v8n22a08f1

“Dêem-me um bom aluno de Latim, que farei dele um grande matemático.” (Giácomo Albanese, prof. de Matemática da USP)

Outros dois estudiosos que vieram ao Brasil, Luigi Fontapie e Gleb Wataghin, ficaram impressionados com o sem-número de fórmulas de Matemática decoradas pelos alunos brasileiros, além da pobreza de raciocínio lógico, chegando, inclusive, a enviar um ofício ao então ministro da educação.

Um trecho segue.

“Chegados ao Brasil, ficamos admirados com o cabedal de fórmulas decoradas de Matemática com que os estudantes brasileiros deixam o curso secundário, fórmulas que na Itália são ensinadas só no segundo ano de faculdade: ficamos, porém, chocados com a pobreza de raciocínio, com a falta de ilação dos estudantes brasileiros; pedimos a V. Excelência que, na reforma que se projeta, se dê menos Matemática e MAIS LATIM no curso secundário, para que possamos ensinar Matemática no curso superior.” (Destaques em negrito meus.)

A mensagem do Gal. Eisenhower que encabeça este post vem-nos à mente ao ouvirmos o pedido destes professores. Precisamos acabar com esta história de que matemático é calculadora e que o que fazemos são contas e mais contas o dia inteiro. O que um matemático faz é pensar, procurar padrões, provar e refutar assertivas.

 “O estudo do latim é uma preparação utilíssima para o estudo das matemáticas”.
(H. Poincaré, grande matemático francês)

O ensino de matemática no Brasil ainda é, infelizmente, algo distante do que ela explora: o raciocínio. De fato, aulas de matemática no sistema de ensino brasileiro mais parecem exercícios de teatro em que sai-se bem quem consegue decorar com mais facilidade.

Não fosse importante, ou mesmo útil, o estudo da língua latina, engenheiros não teriam de passar anos estudando a mesma. Isto sucedia na Áustria. Quem queria seguia os estudos, fazendo curso superior, estudava latim por sete anos.

Para disciplinar o estudante, aprimorar o seu raciocínio, habituá-lo à análise, recomendo o estudo do latim.

Vai lá, campeão! Comece hoje mesmo a declinar rosa, rosæ! Torne-se mais culto, aprimore seu cérebro!

Encerro com um trecho do texto introdutório da gramática do Napoleão Mendes de Almeida [2].

Não encontra o pobre ginasiano brasileiro quem lhe prove ser o Latim, dentre todas as disciplinas, a que mais favorece o desenvolvimento da inteligência. Talvez nem mesmo compreenda o significado de “desenvolver a inteligência”, tal a rudeza de sua mente, preocupada com outras coisas que não o estudo.

O hábito da análise, o espírito de observação, a educação do raciocínio dificilmente podemos, pobres professores, ou melhor, ditadores de pontos de exame, conseguir de um menino preocupado tão só com médias, com férias, com bolas, com revistas.

Referências:

[1] COMBA, Pe. Júlio. Programa de Latim. Primeiro volume: Introdução à Língua latina. – 7ª ed – Editora Salesiana Dom Bosco, 1984.

[2] ALMEIDA, Napoleão Mendes de. Gramática latina: curso único e completo. – 29ª ed. – São Paulo: Saraiva, 2000.

Admirável mundo novo

Admiravel-mundo-novo

Brave new world
Aldous Huxley

1931
Avaliação (4 de 5): 

“Eu vi o futuro e temi”.

Esta distopia de A. Huxley é incrivelmente assustadora por ser atual, por descrever tão bem, com décadas de antecedência, a realidade do mundo em que vivemos e o triste futuro para o qual caminhamos.

Conforme lê-se este livro, percebe-se muitas semelhanças com a sociedade deturpada que temos hoje em dia e cuja situação só aparenta piorar.

A estória se passa no futuro e mostra uma sociedade que possui alta tecnologia e praticamente nenhuma liberdade
individual, uma vez que os indivíduos são programados, desde a tenra infância, a pensar e agir de uma certa maneira.

O primeiro paralelo com a realidade que podemos traçar a partir disto é o seguinte. Já hoje em dia nossas crianças são lobotomizadas nas escolas a pensar o que a esquerda – hegemônica nos meios artístico e pedagógico, em nossa terra – quer. Questiona-se tudo, menos o que já é tido como verdade dogmática pela left-wing.

Tal qual no livro, hoje em dia vemos pessoas, algumas já em idade adulta inclusive, repetindo os mesmos chavões. Algumas vezes com exatamente as mesmas palavras. Quem nunca presenciou um estudante brasileiro dizendo, às vezes com as mesmas palavras, lugares-comum?

O conceito de família que há tempos é atacado devido ao marxismo cultural também é outro ponto que chama atenção em Admirável Mundo Novo. Palavras como “mãe” e “pai” soam tão estranhas quanto um xingamento. Casamento e monogamia são inexistentes nesta realidade distópica.

Os valores morais da tradição judaico-cristã também não existem mais. A promiscuidade é via de regra. Jogos sexuais mesmo para crianças são comuns. Clínicas de aborto pululam por todos os cantos.

Daí vê-se a semelhança terrível com o que vem acontecendo atualmente com os nossos infantes, mudando o meio com o qual tal fim é obtido. Músicas indecorosas estão em voga hoje em dia, muitas vezes interpretadas por crianças. O funk é o estilo mais comum.

O domínio sobre o que a população pensa e faz se dá pela lavagem cerebral que os programas de condicionamento dão às pessoas desde os seus primeiros dias.

Uma “verdade” é, então, “criada” após milhares de repetições, como em nossos dias em que repete-se nas escolas e universidades, no rádio e na televisão, em jornais e revistas, as mesmas afirmações que o viés de esquerda que escreve a nossa história diz, como no caso do regime militar brasileiro, por exemplo.

Há ainda o soma, uma potente droga, que deixa quem a usa em um estado completamente aquém do mundo real. Obviamente, seu consumo é amplamente difundido. Os que estão no poder também querem mais é que o povo continue a usar tais drogas, para mantê-lo sob controle. No Brasil, novelas, carnaval e bolsas-família fazem o mesmo papel, controlando o povo com falsos prazeres. E não esqueçamos ainda da forte campanha pela legalização da maconha.

Substituem Deus por uma entidade, um ser qualquer, o Ford. De fato, eles separam as eras por “antes de Ford” e “depois de Ford”. A clara perseguição religiosa que ocorre atualmente, sobretudo ao Cristianismo, e a divinização do homem nos vêm à mente após analisar esta parte.

A covardia do ser humano contemporâneo fica ainda mais evidente com a fuga constante do povo de sacrifícios, penitências e mesmo da senilidade.

A vida é realmente desvalorizada, o hedonismo está por todos os cantos, a vontade do grupo sobreposta às liberdades individuais, privacidade inexistente, substituição da verdadeira religião por uma religião mundana, exótica, em que não se adora mais a Deus, mas ao homem…

Admirável mundo novo é realmente profético.

A. Huxley nomeia os personagens deste livro com nomes bem sugestivos. Por serem tão numerosos, fica difícil pensar que foi por acaso. Bernard Marx, Lenina Crowne, Helmholtz Watson, Mustapha Mond, Henry Foster, Benito Hoover… só para citar alguns.

Muitos outros pontos nos chamam atenção durante a leitura desta obra literária.
Acompanhando o que está acontecendo no Brasil e no mundo atualmente, e conhecendo o que é o Marxismo Cultural, esta distopia huxleyiana pode ser considerada uma obra de terror.

É assustadoramente atual.