Admirável mundo novo

Admiravel-mundo-novo

Brave new world
Aldous Huxley

1931
Avaliação (4 de 5): 

“Eu vi o futuro e temi”.

Esta distopia de A. Huxley é incrivelmente assustadora por ser atual, por descrever tão bem, com décadas de antecedência, a realidade do mundo em que vivemos e o triste futuro para o qual caminhamos.

Conforme lê-se este livro, percebe-se muitas semelhanças com a sociedade deturpada que temos hoje em dia e cuja situação só aparenta piorar.

A estória se passa no futuro e mostra uma sociedade que possui alta tecnologia e praticamente nenhuma liberdade
individual, uma vez que os indivíduos são programados, desde a tenra infância, a pensar e agir de uma certa maneira.

O primeiro paralelo com a realidade que podemos traçar a partir disto é o seguinte. Já hoje em dia nossas crianças são lobotomizadas nas escolas a pensar o que a esquerda – hegemônica nos meios artístico e pedagógico, em nossa terra – quer. Questiona-se tudo, menos o que já é tido como verdade dogmática pela left-wing.

Tal qual no livro, hoje em dia vemos pessoas, algumas já em idade adulta inclusive, repetindo os mesmos chavões. Algumas vezes com exatamente as mesmas palavras. Quem nunca presenciou um estudante brasileiro dizendo, às vezes com as mesmas palavras, lugares-comum?

O conceito de família que há tempos é atacado devido ao marxismo cultural também é outro ponto que chama atenção em Admirável Mundo Novo. Palavras como “mãe” e “pai” soam tão estranhas quanto um xingamento. Casamento e monogamia são inexistentes nesta realidade distópica.

Os valores morais da tradição judaico-cristã também não existem mais. A promiscuidade é via de regra. Jogos sexuais mesmo para crianças são comuns. Clínicas de aborto pululam por todos os cantos.

Daí vê-se a semelhança terrível com o que vem acontecendo atualmente com os nossos infantes, mudando o meio com o qual tal fim é obtido. Músicas indecorosas estão em voga hoje em dia, muitas vezes interpretadas por crianças. O funk é o estilo mais comum.

O domínio sobre o que a população pensa e faz se dá pela lavagem cerebral que os programas de condicionamento dão às pessoas desde os seus primeiros dias.

Uma “verdade” é, então, “criada” após milhares de repetições, como em nossos dias em que repete-se nas escolas e universidades, no rádio e na televisão, em jornais e revistas, as mesmas afirmações que o viés de esquerda que escreve a nossa história diz, como no caso do regime militar brasileiro, por exemplo.

Há ainda o soma, uma potente droga, que deixa quem a usa em um estado completamente aquém do mundo real. Obviamente, seu consumo é amplamente difundido. Os que estão no poder também querem mais é que o povo continue a usar tais drogas, para mantê-lo sob controle. No Brasil, novelas, carnaval e bolsas-família fazem o mesmo papel, controlando o povo com falsos prazeres. E não esqueçamos ainda da forte campanha pela legalização da maconha.

Substituem Deus por uma entidade, um ser qualquer, o Ford. De fato, eles separam as eras por “antes de Ford” e “depois de Ford”. A clara perseguição religiosa que ocorre atualmente, sobretudo ao Cristianismo, e a divinização do homem nos vêm à mente após analisar esta parte.

A covardia do ser humano contemporâneo fica ainda mais evidente com a fuga constante do povo de sacrifícios, penitências e mesmo da senilidade.

A vida é realmente desvalorizada, o hedonismo está por todos os cantos, a vontade do grupo sobreposta às liberdades individuais, privacidade inexistente, substituição da verdadeira religião por uma religião mundana, exótica, em que não se adora mais a Deus, mas ao homem…

Admirável mundo novo é realmente profético.

A. Huxley nomeia os personagens deste livro com nomes bem sugestivos. Por serem tão numerosos, fica difícil pensar que foi por acaso. Bernard Marx, Lenina Crowne, Helmholtz Watson, Mustapha Mond, Henry Foster, Benito Hoover… só para citar alguns.

Muitos outros pontos nos chamam atenção durante a leitura desta obra literária.
Acompanhando o que está acontecendo no Brasil e no mundo atualmente, e conhecendo o que é o Marxismo Cultural, esta distopia huxleyiana pode ser considerada uma obra de terror.

É assustadoramente atual.

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