Quão escura foi a Idade das Trevas?

Não é raro encontrarmos pessoas repetindo o que lhes foi contado em aulas e história nos ensinos fundamental e médio, sem antes averiguar em outras fontes se tais afirmações são mesmo verdadeiras. A Idade Média é talvez o caso mais comum disto.

Quantas pessoas você já não viu usando a expressão “Idade das Trevas” para designar o período entre a queda do Império Romano e a Renascença?

Mas quantas vezes você se questionou se a Idade Média foi mesmo um período de superstição, tristeza, ausência de cores, medo e ignorância? Será que podemos acreditar em absolutamente tudo que nos é ensinado nas escolas, ainda mais sabendo do viés que há, principalmente no sistema de ensino brasileiro?

O vídeo a seguir é um convite a conhecer melhor a Idade Média, tomando conhecimento de fatos muitas vezes, propositadamente ou não, ocultados de nós.

ps.: Agradecimento ao meu amigo Demetrius, pela a ajuda com as legendas.
ps.: O autor deste blog não endossa todo o conteúdo produzido e/ou publicado pela Prager University. A relevância e conteúdo deste vídeo é que fizeram valer sua legendagem e publicação aqui.

Sócrates encontra Marx

Socrates meets marx

Sócrates encontra Marx
Socrates meets Marx: The Father of Philosophy Cross-Examines the Founder of Communism
Peter Kreeft

2003
Avaliação (5 de 5): 

Você já imaginou como seria um diálogo entre dois personagens que entraram para a História e que nunca se encontraram? Imagine que um destes sujeitos é o filósofo Sócrates e que resolve analisar uma obra do segundo que é, neste caso, Karl Marx, além de tentar ajudar este a conhecer a si mesmo. É isto o que ocorre neste livro formidável de Peter Kreeft.

Ao longo do livro, o Manifesto do Partido Comunista é analisado por Sócrates que, devido à sua incansável busca pela verdade, acaba, vez ou outra, por irritar Karl Marx.

O livro é um diálogo interessante entre estes homens cujas pouquíssimas semelhanças resumem-se basicamente a serem feios e serem responsáveis por idéias que influenciaram – e ainda influenciam – tanta gente.

Com muitas referências a outros nomes marcados na História, o livro faz o leitor acompanhar um bem-humorado e, ao mesmo tempo, sério e importante debate.

Trecho de um dos capítulos do livro. Tradução livre do autor deste blog.

MARX: Que tortura você vai realizar em mim, Doutor Sócrates? Você vai me dissecar?
SOCRATES: Não. Vou dissecar somente o seu livro.
MARX: Você já não sabe exatamente o que está no meu livro?
SOCRATES: Eu sei. Mas você pode não sabê-lo.

Latim e Matemática? Para quê?

“Antes de mais nada é preciso aprender a pensar; e para pensar certo, eu creio no poder das humanidades: latim e grego”.
(Gal. Eisenhower, presidente dos Estados Unidos)

Filologia... - CópiaSou estudante de latim há anos. Quando comecei a aprender a língua de Cícero não fazia idéia de quantas vantagens ser-me-iam dadas por bônus ao conhecer o idioma que é pai da nossa língua.

Creio ser desnecessário citar a cultura que se adquire ao estudá-lo, afinal, si hoc legere scis, nimium eruditionis habes. Era assim antes e o é ainda hoje em dia.

As vantagens de se estudar a língua do Lácio vêm pela estrutura do idioma, diferente da que estamos acostumados; pela disciplina que exige do aluno e que o ajuda a ser mais concentrado e organizado; pelo raciocínio necessário para bem entender uma mensagem latina e mesmo para utilizar um dicionário ou uma gramática latinas. E as benesses vão além de tudo isto.

Que o estudo do latim auxilia no entendimento das línguas românicas, como o francês, o italiano, o espanhol e o nosso português, isto ninguém nega. Ganha-se ainda, ao estudar o latim, uma ajuda no estudo de outras línguas ainda que não sejam derivadas do latim, como o grego e o alemão. O que muitos, porém, não sabem, e que chamou a minha atenção, é o fato de o latim ajudar a “pensar fora caixa”, o que auxilia no desenvolvimento do raciocínio lógico, útil para a Matemática e áreas afins.

Sim, a matemática! A frase do matemático italiano G. Albanese pode soar estranha para quem nunca ouviu falar do potencial do Latim. Ei-la a seguir:v8n22a08f1

“Dêem-me um bom aluno de Latim, que farei dele um grande matemático.” (Giácomo Albanese, prof. de Matemática da USP)

Outros dois estudiosos que vieram ao Brasil, Luigi Fontapie e Gleb Wataghin, ficaram impressionados com o sem-número de fórmulas de Matemática decoradas pelos alunos brasileiros, além da pobreza de raciocínio lógico, chegando, inclusive, a enviar um ofício ao então ministro da educação.

Um trecho segue.

“Chegados ao Brasil, ficamos admirados com o cabedal de fórmulas decoradas de Matemática com que os estudantes brasileiros deixam o curso secundário, fórmulas que na Itália são ensinadas só no segundo ano de faculdade: ficamos, porém, chocados com a pobreza de raciocínio, com a falta de ilação dos estudantes brasileiros; pedimos a V. Excelência que, na reforma que se projeta, se dê menos Matemática e MAIS LATIM no curso secundário, para que possamos ensinar Matemática no curso superior.” (Destaques em negrito meus.)

A mensagem do Gal. Eisenhower que encabeça este post vem-nos à mente ao ouvirmos o pedido destes professores. Precisamos acabar com esta história de que matemático é calculadora e que o que fazemos são contas e mais contas o dia inteiro. O que um matemático faz é pensar, procurar padrões, provar e refutar assertivas.

 “O estudo do latim é uma preparação utilíssima para o estudo das matemáticas”.
(H. Poincaré, grande matemático francês)

O ensino de matemática no Brasil ainda é, infelizmente, algo distante do que ela explora: o raciocínio. De fato, aulas de matemática no sistema de ensino brasileiro mais parecem exercícios de teatro em que sai-se bem quem consegue decorar com mais facilidade.

Não fosse importante, ou mesmo útil, o estudo da língua latina, engenheiros não teriam de passar anos estudando a mesma. Isto sucedia na Áustria. Quem queria seguia os estudos, fazendo curso superior, estudava latim por sete anos.

Para disciplinar o estudante, aprimorar o seu raciocínio, habituá-lo à análise, recomendo o estudo do latim.

Vai lá, campeão! Comece hoje mesmo a declinar rosa, rosæ! Torne-se mais culto, aprimore seu cérebro!

Encerro com um trecho do texto introdutório da gramática do Napoleão Mendes de Almeida [2].

Não encontra o pobre ginasiano brasileiro quem lhe prove ser o Latim, dentre todas as disciplinas, a que mais favorece o desenvolvimento da inteligência. Talvez nem mesmo compreenda o significado de “desenvolver a inteligência”, tal a rudeza de sua mente, preocupada com outras coisas que não o estudo.

O hábito da análise, o espírito de observação, a educação do raciocínio dificilmente podemos, pobres professores, ou melhor, ditadores de pontos de exame, conseguir de um menino preocupado tão só com médias, com férias, com bolas, com revistas.

Referências:

[1] COMBA, Pe. Júlio. Programa de Latim. Primeiro volume: Introdução à Língua latina. – 7ª ed – Editora Salesiana Dom Bosco, 1984.

[2] ALMEIDA, Napoleão Mendes de. Gramática latina: curso único e completo. – 29ª ed. – São Paulo: Saraiva, 2000.

Sequência de Fibonacci em C. Recursivo, iterativo e direto.

No primeiro vídeo a seguir, faço a implementação de uma função que retorna o n-ésimo termo de uma sequência de Fibonacci. A primeira implementação é de maneira recursiva; a segunda, de maneira iterativa.

No tutorial, explico o raciocínio, ensinando como proceder na abordagem do problema, deixando cada um implementar ao seu gosto e na linguagem que quiser, apesar de eu usar C neste vídeo.

Há ainda uma comparação do tempo de resposta de cada uma.

Para saber mais sobre equações de recorrência e como otimizá-las, clique aqui.

Já no vídeo abaixo, vemos uma implementação com a otimização obtida pela resoluação da equação de recorrência da sequência de Fibonacci.

Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental

Como a Igreja Católica construiu a civlização ocidental

Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental
How the Catholic Church built western civilization
Thomas E. Woods Jr.

2005
Avaliação (5 de 5): 

O historiador Thomas E. Woods Jr., PhD, faz nesta obra um apurado de fatos que mostram a contribuição, a gigantesca contribuição, que a Igreja Católica deu para a formação da nossa civilização Ocidental, tão atacada hoje em dia.

Avanços científicos, controvérsias e polêmicas são descritas de uma forma imparcial, mostrando-nos o que muitas vezes nos é ocultado, proposital ou involuntariamente, nas aulas de história nas universidades brasileiras bem como nos ensinos fundamental e médio, seja por ignorância, seja por mau caráter, justamente proveniente dos que querem tanto atacar a Civilização Ocidental que, devido às suas sólidas bases com o direito romano, a filosofia grega e a moral judaico-cristã,  impede a implantação de utopias totalitárias.

Quantos não pensam que a Igreja foi contra a Ciência e que era medieval foi uma “época de trevas”? O que muitos não sabem é que foi a Igreja, segui quem fundou as Universidades e justamente durante a Idade Média! As Universidades de Bologna, Salermo, Sorbonne, Montpellier, Roma e Siena são apenas algumas das mais antigas e notáveis.

São informações como estas que encontramos nesta obra que é sem dúvida, para todos, católicos ou não, ocidentais ou não, must-read.

Vale lembrar que o professor Woods Jr. nem era católico.

Para se ter uma noção do que é abordado no livro, deixo um índice com alguns dos conteúdos nele inseridos:

  1. A Igreja indispensável;
  2. Uma luz nas trevas;
  3. Como os monges salvaram a civilização;
  4. A Igreja e a Universidade;
  5. A Igreja e a Ciência;
  6. Arte, arquitetura e a Igreja;
  7. As origens da Lei internacional;
  8. A Igreja e a Economia; (Vale salientar que Thomas Woods Jr. também é da área de Economia.)
  9. Como a caridade católica mudou o mundo;
  10. A Igreja e a Lei ocidental;
  11. A Igreja e a moralidade ocidental;
  12. Um mundo sem Deus.

Ele ainda gravou alguns programas, Catholic Church, builder of western civilization, que podem ser assistidos aqui.

ps.: Tradução livre do autor deste blog para o índice dos conteúdos.

O verdadeiro Che Guevara e os idiotas úteis que o idolatram

che-falso-heroiÉ impressionante como o revisionismo de esquerda conseguiu enganar, e ainda engana, tão bem a mente de milhares de pessoas com a criação de mitos. Che Guevara é, provavelmente, o exemplo mais forte disso, porém não é o mais claro.

Ainda hoje há pessoas que acreditam piamente que o “Che” foi um santo mártir que sempre se preocupou com os pobres e tal…

Pobres vítimas do marxismo cultural!

Alguns, entretanto, sabem que Ernesto Guevara não foi flor que se cheire e que a lista de crimes que o cerca é imensa.
Os que não sabem, deve ler imediatamente esta apuradíssima obra do cubano-americano Humberto Fontova que desmonta o mito do falso herói argentino: O verdadeiro Che Guevara e os idiotas úteis que o idolatram.

É um favor à humanidade desmacarar este porco assassino.
Cada blusa vendida com a foto de Che é um insulto imenso às centenas de vítimas, diretas e indiretas, de Ernesto “Che” Guevara.
Se você não vestiria uma blusa com o rosto de Hitler, Stálin ou qualquer outro monstro do século XX que manchou de sangue a história mundial, também não deveria vestir a blusa de Che Guevara.

O livro acompanha um DVD para dar mais embasamento ainda e deixar ainda mais irrefutável (se é que isto é possível) o relatório sobre este vergonha latino-americana que foi Che.

ps.: Seguindo a moda de hoje em dia, poder-se-ia fazer um Harlem “Che“ke em que se diria “porco terrorista”!